Presídios do ES recebem drone e kit de varredura para reforço de segurança

Presídios do ES recebem drone e kit de varredura para reforço de segurança

Equipamentos entregues pelo Ministério da Justiça somam R$ 724 mil em investimentos no Complexo Penitenciário de Viana  

Entrada do Complexo Penitenciário de Viana (ES), onde ocorreu a demonstração dos novos equipamentos de fiscalização e vigilância prisional (Foto Divulgação/Sejus-ES).

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), realizou, nesta quinta-feira (13), a entrega e demonstração operacional de um drone de monitoramento e de um kit de varredura no Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, localizado em Viana (ES).

O drone entregue tem valor estimado em R$ 146 mil e é equipado com câmera grande angular, zoom óptico híbrido de 34 vezes, com alcance máximo de 400 vezes, câmera termal, telêmetro a laser e iluminação infravermelha. A aeronave possui autonomia de voo de quase uma hora, sensores de detecção de obstáculos e recursos de inteligência artificial para mapeamento de rotas e reconhecimento de alvos.

Na mesma ocasião, foi apresentado o funcionamento do kit de varredura eletrônica, avaliado em cerca de R$ 578 mil, cuja entrega definitiva ao estado está prevista para setembro. O conjunto de ferramentas será utilizado em inspeções e ações de contrainteligência, para localização de materiais ocultos nas sete unidades prisionais do complexo de Viana.

Operação MUTE não registra celulares em celas de Viana

A agenda no complexo incluiu o acompanhamento da Operação MUTE, voltada ao combate da comunicação ilícita dentro de estabelecimentos penais. A ação em Viana mobilizou 105 policiais penais e inspecionou 102 celas, sem o registro de aparelhos telefônicos encontrados no local.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, comentou os dados obtidos durante a fiscalização no estado. "O Espírito Santo apresenta um resultado muito importante: não encontramos celulares nas unidades prisionais do estado. Isso mostra que o trabalho de prevenção, fiscalização e combate à entrada desses aparelhos está produzindo resultados concretos. Infelizmente, essa ainda não é a realidade de todos os estados brasileiros", destacou.

O ministro abordou o uso dos recursos tecnológicos na rotina dos estabelecimentos. "Estamos fortalecendo o sistema prisional com tecnologia, equipamentos e integração com os estados. Drones, scanners e ferramentas de identificação ampliam a capacidade de fiscalização e ajudam a combater a comunicação do crime organizado de dentro dos presídios. É um trabalho que precisa ser permanente e cada vez mais eficiente", concluiu o ministro.

Padrão no Espírito Santo

O secretário de Estado da Justiça do Espírito Santo, Nelson Merçon, afirmou que o resultado repete o padrão observado nas edições anteriores do procedimento no estado. "A Operação MUTE realizada hoje reforça uma realidade que já vem sendo construída no sistema prisional capixaba: não foi encontrado nenhum aparelho celular nas unidades revistadas. Isso demonstra o trabalho permanente das nossas equipes, com inspeções, revistas e monitoramento constante", ressaltou.

Em nível nacional, edições anteriores da operação realizadas entre 12 de maio e 3 de julho mobilizaram 2.700 policiais penais em 24 unidades prisionais do país, totalizando 1.297 celas revistas e 817 celulares apreendidos.

Modernização de 138 unidades no país

As medidas no Espírito Santo integram o plano nacional de modernização tecnológica direcionado a 138 unidades prisionais estratégicas no país. Do total de estabelecimentos mapeados por critérios técnicos de inteligência penal, 38 estão localizados na Região Sudeste, 45 no Nordeste, 23 no Norte, 17 no Sul e 15 no Centro-Oeste.

O plano, iniciado em maio de 2026, abrange a distribuição de 35 aparelhos de inspeção por raio X para sete estados (Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso), além da oferta de cursos de capacitação à distância promovidos pela Escola Nacional de Serviços Penais (ESPEN) a 2.871 servidores de 17 unidades da federação.

O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, detalhou os objetivos da integração entre os órgãos. "Estamos fortalecendo a capacidade de atuação dos estados, a partir de informações de inteligência penal e de investimentos direcionados às unidades consideradas estratégicas para o enfrentamento ao crime organizado. A Operação MUTE, aliada à modernização tecnológica, amplia as condições de trabalho dos policiais penais, fortalece o controle das unidades prisionais e contribui para impedir que o ambiente prisional seja utilizado para a articulação de atividades criminosas", afirmou. 

 

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Sexta, 14 Agosto 2026

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