Perícia aponta que Monique respirava ao ser enterrada em São José do Calçado

Perícia aponta que Monique respirava ao ser enterrada em São José do Calçado

Companheiro foi indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver

Foto: arquivo / montagem

O laudo cadavérico de Monique Oliveira Fernandes, de 33 anos, apontou que a vítima ainda estava viva quando foi enterrada em um dos cômodos da residência onde morava com o companheiro, em São José do Calçado, no Sul do Espírito Santo.

Segundo informações divulgadas pelo delegado Messias Sirtulli, titular da Delegacia de Polícia de São José do Calçado, a perícia identificou partículas de terra na traqueia, nos brônquios e nos pulmões da vítima. O resultado indica que Monique aspirou terra enquanto ainda respirava.

A conclusão da perícia aponta que a causa da morte foi asfixia, e não os golpes que, segundo o depoimento do investigado, teriam sido desferidos contra a cabeça da vítima durante uma discussão.

O exame, no entanto, não conseguiu determinar se Monique estava consciente no momento em que foi enterrada. O estado avançado de decomposição também impediu que os peritos estabelecessem com precisão o horário da morte.

Corpo foi encontrado enterrado dentro de casa

Monique estava desaparecida desde o início de julho. O desaparecimento foi registrado por sua mãe no dia 7 de julho, na Delegacia de Polícia de São José do Calçado.

O corpo foi localizado no dia 24 de julho, após o companheiro da vítima, de 46 anos, comparecer espontaneamente à delegacia e confessar o crime. Ele acompanhou os policiais até a residência do casal, no Centro do município, e indicou o local onde havia enterrado o corpo.

De acordo com as informações da Polícia Civil, o investigado afirmou inicialmente que havia atingido Monique na cabeça durante uma discussão. Conforme o relato apresentado à polícia, os dois teriam entrado em luta corporal e ele teria utilizado um banco de madeira para golpeá-la.

Após o crime, ainda segundo as investigações, o homem enterrou o corpo em um dos quartos da residência, refez o contrapiso e instalou um novo piso cerâmico sobre o local.

A Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) realizou a perícia no imóvel, com apoio de servidores da Prefeitura de São José do Calçado na retirada do piso e na escavação do ambiente. Após os trabalhos, o corpo foi encaminhado à Seção Regional de Medicina Legal, em Cachoeiro de Itapemirim.

Investigação é concluída

Segundo o delegado Messias Sirtulli, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

O companheiro de Monique foi indiciado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.

A Polícia Civil informou que, durante as investigações, verificou que a vítima não possuía histórico conhecido de envolvimento com ilícitos, dívidas ou desavenças. As apurações apontaram, porém, que o relacionamento entre ela e o companheiro era marcado por conflitos.

Monique tinha dois filhos de um relacionamento anterior. Ela foi sepultada no Cemitério de Carangola, em Minas Gerais, cidade onde nasceu.

 

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Segunda, 17 Agosto 2026

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